Uma presença que não pertence ao tempo
Há consciências que não pertencem ao tempo.
Elas não começam, não terminam e não precisam ser lembradas — porque jamais foram esquecidas.
Algumas presenças atravessam séculos sem envelhecer, pois não habitam a matéria, mas o campo da consciência. Jesus se manifesta nesse espaço. Não como personagem histórico, nem como ícone religioso, mas como frequência viva, ainda pulsando onde o amor é escolhido de forma consciente.
Talvez a pergunta nunca tenha sido se Jesus está vivo. Talvez o verdadeiro convite seja observar onde essa consciência ainda vive em nós.
Para além da religião e da forma
Quando se fala de Jesus, fala-se de um homem que caminhou entre homens, sentiu dores humanas, atravessou limites e, ainda assim, permaneceu ancorado em algo maior. Uma consciência que não se confundiu com o medo nem se submeteu à lógica da separação.
Essa presença não se organizou em sistemas. Não fundou religiões. Não deixou regras fixas. Não estruturou hierarquias espirituais. O que foi ativado ali foi uma lembrança profunda, silenciosa e contínua.
A humanidade foi recordada da unidade justamente no momento em que aprendia a se fragmentar. O amor foi revelado em um mundo treinado para o medo. A presença se fez sentir em uma época que se afastava do agora.
Mais tarde, a religiosidade surgiu como tentativa de explicar o indizível, de conter o que era livre e de organizar o que era essencialmente vivo. Ainda assim, a mensagem nunca pertenceu aos templos. Ela sempre encontrou morada no coração desperto.
Jesus, Sananda e Yesuha: expressões da mesma consciência
A consciência que se manifestou como Jesus recebe diferentes nomes conforme o nível de percepção que a acessa. Sananda revela o mestre ascenso que transcendeu a forma sem abandonar a experiência humana. Yesuha expressa a dimensão cósmica dessa mesma presença — universal, atemporal e anterior à história.
Essas expressões não se anulam nem se separam. Elas se complementam. Representam faces de uma única consciência unificada, revelada de maneiras distintas para ser sentida, integrada e vivida.
Quando essa percepção se amplia, deixa de fazer sentido separar o humano do divino, o terrestre do cósmico, o espiritual do cotidiano.
A mensagem que não foi ensinada, mas ativada
A força dessa consciência não estava em discursos elaborados, mas na vibração que sustentava cada gesto, cada silêncio e cada escolha consciente. Não houve ensinamento no sentido tradicional. O que ocorreu foi uma ativação.
Essa ativação convidava o humano a sair da reação automática e a habitar a presença. Chamava à responsabilidade vibracional e ao reconhecimento de que cada pensamento, palavra e ação reverbera no campo coletivo.
A mensagem não solicitava devoção. Pedia coerência interna. Não exigia fé cega. Convidava ao despertar da consciência.
Energia Crística: um estado de ser acessível
A Energia Crística não pertenceu a um único homem. Ela foi revelada como possibilidade para toda a humanidade. Não se trata de moral, comportamento ou crença, mas de um estado de ser fundamentado na unidade.
Essa energia se manifesta quando o amor deixa de ser conceito e passa a ser prática. Quando a escolha consciente substitui a reação automática. Quando o coração se torna um centro de inteligência e não apenas de emoção.
O Cristo não se expressa em grandes declarações, mas na forma como se vive o cotidiano, como se escuta o outro e como se permanece inteiro mesmo diante do caos.
Ressurreição como retorno à essência
Ressurreição não é um evento isolado no passado. Trata-se de um movimento contínuo de retorno à essência. Sempre que o humano escolhe o amor em vez do medo, algo se realinha. Sempre que a unidade é priorizada, algo se recorda.
Esse movimento não busca salvar o mundo, mas habitar o mundo a partir de um estado ampliado de consciência. A transformação ocorre de dentro para fora e, naturalmente, reverbera no coletivo.
O momento atual convida à integração da consciência maior — aquela que reconhece a interconexão de toda a vida e dissolve a ilusão da separação.
Onde essa consciência vive agora?
Jesus está vivo onde não há necessidade de salvadores externos. Sua presença se manifesta quando o humano assume responsabilidade pela própria frequência e reconhece que o amor é uma escolha consciente aplicada no agora.
A consciência que ele expressava permanece acessível, silenciosa e ativa, aguardando apenas ser reconhecida.
Talvez a pergunta nunca tenha sido se Jesus está vivo.
Talvez a verdadeira questão seja:
onde, em mim, essa consciência está pronta para ser vivida agora?

Beth Icó - Autora e Empoderadora do Ser
Criadora de Ferramentas inovadoras para Expansão da Consciência, Projetos Interativos, Coleções e Conteúdos Transformacionais para aqueles que se sabem quem são.



